Como fazer as pazes com o marido (ou com o namorado orgulhoso)
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Fazer as pazes não é ceder por cansaço nem fingir que nada aconteceu. É um processo de reparo — e existe método para ele.
Por que o orgulho aparece
Pessoas com dificuldade em reconhecer erro costumam ter, por baixo do orgulho, um sistema de defesa contra vergonha. Reconhecer que errou é vivido como "eu sou ruim", não como "eu fiz algo ruim" — e o cérebro reage evitando.
Isso não justifica, mas ajuda a não personalizar: o silêncio do outro raramente é sobre você.
O que costuma dar certo
1. Aproxime-se pelo lado do afeto, não pelo lado do julgamento. "Sinto sua falta" abre porta que "a gente precisa conversar" fecha.
2. Reconheça a sua parte primeiro. Mesmo que 20% da briga tenha sido sua, começar por esses 20% desarma a defensividade do outro.
3. Peça reparo específico, não genérico. "Quero que a gente combine como conversar quando eu chegar cansada" resolve mais que "você precisa mudar".
O que não fazer
Insistir na conversa enquanto o outro está em flooding. Chantagear com o próprio afastamento. Aceitar reconciliações que apagam o que aconteceu sem reparo real — isso volta em forma de ressentimento acumulado.
Quando o padrão se repete
Se sempre é você quem procura primeiro, ou se as pazes só duram até a próxima briga, o problema não é a briga em si — é o padrão do vínculo. A terapia de casal ajuda a mudar essa dinâmica.
Referências
- Gottman, J. M. (2011). The Science of Trust.
- Johnson, S. (2008). Hold Me Tight.
Este conteúdo tem caráter educativo e não substitui atendimento psicológico individualizado.
Quer aprofundar esse cuidado?
Sou Natalia Fraga, psicoterapeuta especializada em terapia de casal, individual e trabalho com trauma. Conheça meu trabalho e agende uma conversa.
